Oh eu detesto ter que falar directamente sobre meus sentimentos, ou pelo menos falar deles na primeira pessoa. Mas hoje…
Hoje acordei com vontade de viajar, ir para bem longe deste lugar impregnado de lembranças. Apeteceu-me ir sozinha, encontrar um refúgio para pensar, para renascer, para ver o mundo com outros olhos e para encontrar-me e perceber aquilo que realmente quero. Depois dei por mim a pensar que na realidade ñ era nada disso que queria. Tudo isso, eu posso fazer em pequenas doses diárias e essa história do “encontrar-me e ect ” é treta! Porque o ser humano passa a vida toda a tentar encontrar-se, por isso, ñ vou ser eu a super-mulher a encontrar aquilo que toda a gente procura.
Cheguei à conclusão que o queria era estar longe, ao pé daquela pessoa especial, acordar ao seu lado e esquecer que o mundo lá fora existe, queria sentir o carinho e o amor de alguém e ficarmos abraçados à conversa durante horas.
Saber que ele me entende e eu o entendo, que ele me acalma e eu o oiço, que ele me respeita e eu dou-lhe equilíbrio, que ele me protege e que eu dou-lhe tudo, só para o ver feliz, seria o remédio para todas as minhas feridas.
Queria tirar uns dias para amar, para passear, fazer planos, dar tudo de mim a alguém e receber o mesmo em troca.
Por momentos imaginei um dia chuvoso e frio, em que contento-me com a imagem de uma lareira e o calor de um abraço, sentados no sofá a beber chocolate quente a rir e a conversar. Que imagem adorável, talvez seja mesmo um cliché, mas ia saber mt bem.
Adorei sonhar por uns momentos, depois cai na realidade.
Por vezes amamos uma pessoa e queremos tudo isto e ela ñ gosta de nós o suficiente, outras vezes temos uma pessoa que nos ama, que faria tudo por nós e não gostamos dela o suficiente. De momento, estou a ser alvo da segunda opção, mas já sofri mt por estar na primeira e ter amado uma pessoa que nunca me deu o verdadeiro valor.
Por isso por agr prefiro apenas sonhar, pois tenho a certeza que um dia, tudo isto s vai realizar. =)
19 de setembro de 2010
Juramento de Infidelidade
Juro ser infiel ao achar que as coisas acontecem sempre da mesma forma
Juro ser infiel à desculpa da falta de tempo
Juro ser infiel ao julgar antecipadamente de uma forma negativa
Juro ser infiel ao medo de arriscar
Juro ser infiel às discussões circulares
Juro ser infiel aos pormenores negativos
Juro ser infiel à impaciência
Juro ser infiel à tendência de evitar o confronto Juro ser infiel ao pensamento de que tudo me acontece
Juro ser infiel ao medo, à ansiedade e à tristeza
Juro ser infiel à insegurança e à falta de auto-estima
Juro ser infiel à solidão
Juro ser infiel à desculpa da falta de tempo
Juro ser infiel ao julgar antecipadamente de uma forma negativa
Juro ser infiel ao medo de arriscar
Juro ser infiel às discussões circulares
Juro ser infiel aos pormenores negativos
Juro ser infiel à impaciência
Juro ser infiel à tendência de evitar o confronto Juro ser infiel ao pensamento de que tudo me acontece
Juro ser infiel ao medo, à ansiedade e à tristeza
Juro ser infiel à insegurança e à falta de auto-estima
Juro ser infiel à solidão
15 de setembro de 2010
Momentos e não Materiais

“Oferece-me apenas uma belíssima taça de champanhe, no meu aniversário. Não quero possuir coisas, nem ser responsável por elas. Quero apenas que estejam lá quando forem realmente necessárias. E diga aos meus amigos que não quero presentes que durem mais do que uma garrafa de Taittinger ou que um ramo de rosas malvas.
Não quero coisas, quero MOMENTOS”
Audrey Hepburn
Suficiente é suficiente
“Aquele que pensa que é suficiente terá sempre o suficiente” Lao Tseu
A sobriedade é uma maneira de viver inteligente, simples mas também elegante e resume-se nesta palavra mágica “suficiente”.
Com uma definição pessoal do que representa o suficiente, ficamos felizes. Suficiente para viver, suficiente para comer, suficiente para estar contente… É fácil constatar que nunca se tem o suficiente, quando se tenta satisfazer todas as necessidades.
Viver entre a serenidade e a intensidade, é o essencial.
Quando desligamos das coisas, conseguimos desligar-nos das pessoas e dos maus princípios. E isso torna-nos mais adaptáveis às coisas exteriores, aceitando e recebendo tudo com alegria.
É quando tudo foi abandonado e rejeitado do interior, que deixa de haver ligações e assim, cada acção pode então ser ditada pelas circunstâncias.
O ideal seria ñ ligarmo-nos a nada e não sermos dependentes de ninguém. O que temos a perder não interessa tanto como o que temos a ganhar. Podemos atingir o nosso objectivo trabalhando sobre o essencial, o belo e o que nos dá prazer.
A sobriedade é uma maneira de viver inteligente, simples mas também elegante e resume-se nesta palavra mágica “suficiente”.
Com uma definição pessoal do que representa o suficiente, ficamos felizes. Suficiente para viver, suficiente para comer, suficiente para estar contente… É fácil constatar que nunca se tem o suficiente, quando se tenta satisfazer todas as necessidades.
Viver entre a serenidade e a intensidade, é o essencial.
Quando desligamos das coisas, conseguimos desligar-nos das pessoas e dos maus princípios. E isso torna-nos mais adaptáveis às coisas exteriores, aceitando e recebendo tudo com alegria.
É quando tudo foi abandonado e rejeitado do interior, que deixa de haver ligações e assim, cada acção pode então ser ditada pelas circunstâncias.
O ideal seria ñ ligarmo-nos a nada e não sermos dependentes de ninguém. O que temos a perder não interessa tanto como o que temos a ganhar. Podemos atingir o nosso objectivo trabalhando sobre o essencial, o belo e o que nos dá prazer.
12 de setembro de 2010
GreenFest

Que dias ! As aulas começaram esta semana, mas pôr lá os pés, foi raro. A verdade é q apeteceu-me prolongar um bocado as minhas férias, tinha coisas para fazer, encontros por combinar, lugares que faltavam visitar. Senti q as férias foram verdadeiramente curtas, ainda vai ficar muita coisa por fazer, mas ñ faz mal, sei q tenho tempo livre para ocupar com essas pequenas coisas.
Nestes últimos dias fui a algumas conferências no Greenfest, tenho q admitir que alargou o meu horizonte e a minha opinião cerca da sustentabilidade. É incrível como tudo está ligado, o ambiente, a alimentação, a economia, a saúde, enfim é espantoso. Aconselho a qualquer pessoa q se interesse minimamente com o seu planeta ou com a sua própria saúde, física e psicológica a visitar este festival, vale mesmo a pena, principalmente assistir às conferências propostas.
As conferências que assisti foram:
Cidades sustentáveis
Feng Shui
Alimentação, Energia e Ambiente
Psicologia
e ainda vão existir mais =)
Sinceramente a cada dia que passa, sinto que estou mais concentrada no que realmente tem interesse para mim. Há em mim uma procura incessante de um rumo e de um objectivo. Encontrar as coisas que gosto, desenvolver as minhas capacidades, aproveitar o que tenho ao meu redor, está a tornar-me numa pessoa mais forte e objectiva, num ser humano mais completo e calmo. Sei que ñ existe equilíbrio total, nem felicidade plena, mas contento-me com o simples facto de estar bem, de ter um objectivo e de viver a minha vida e ñ a dos outros.
9 de setembro de 2010
Dependência emocional
“A dependência emocional é um tipo de patologia emocional e de relacionamentos, recentemente descrita por estudiosos do comportamento humano nos EUA. È uma experiência comportamental patológica alteradora o estado de humor.”
Todos nós, seres humanos, precisamos de criar e desenvolver vários tipos de elos/ligações com os outros. Precisamos de relações amorosas, criar vínculos, laços e de pertença. Contudo, surge um serio problema quando esses vínculos e laços se tornam padrões disfuncionais repetitivos de insatisfação, insegurança, infelicidade e rejeição, de vergonha e culpa, baixa auto estima, isolamento, raiva e ressentimento e dependência.
Isto significa que o amor levado a um extremo poderá conduzir ao sofrimento e desgoverno a que podemos designar de dependência emocional – “o amor é cego”. Por vezes, abusamos da palavra/conceito amor. A nossa cultura/sociedade reforça a crença disfuncional de que devemos procurar a felicidade “mágica” no amor-paixão. Somos constantemente bombardeados, através dos media, por promessas de uma relação apaixonada que nos trará satisfação e realização. Para onde quer que olhemos assistimos a telenovelas, programas de televisão, revistas, romances, anúncios que apelam às nossas emoções (à imaginação, ao sonho, á sedução e sensualidade) e às relações perfeitas e fáceis.
Quase que dependemos dos relacionamentos de “sucesso” para conseguimos um propósito e sentido na vida.
O amor apaixonado é aquilo que alguém sente geralmente por um parceiro/a impossível. De facto, é exactamente por ser impossível que existe tanta paixão. Para que exista a paixão, tem de se verificar uma luta continua, têm de existir obstáculos a ultrapassar e um desejo de obter mais do que é oferecido. Literalmente, paixão significa sofrimento, e frequentemente, quanto maior é o sofrimento maior é a paixão. A prioridade e a razão da felicidade gira em torno da conquista, da sedução, do romance, do flirt, do sexo. A intensidade emocional de um caso de amor apaixonado não é comparável ao conforto mais subtil, de uma relacionamento estável e empenhado. Assim se o parceiro/a, finalmente, recebesse por parte do alvo da sua paixão que tão ardentemente desejava, o sofrimento terminaria e a paixão em breve se esfumaria. Nessa altura, provavelmente iria deixar de gostar dessa pessoa, porque a magoa doce-amarga teria desaparecido.
A nossa tradição ocidental de amar e de ser amado é na minha perspectiva um conceito ultrapassado e disfuncional que promove a dependência emocional. Vivemos para a posse das coisas (materiais) e de poder sobre os outros.
Todos nós, seres humanos, precisamos de criar e desenvolver vários tipos de elos/ligações com os outros. Precisamos de relações amorosas, criar vínculos, laços e de pertença. Contudo, surge um serio problema quando esses vínculos e laços se tornam padrões disfuncionais repetitivos de insatisfação, insegurança, infelicidade e rejeição, de vergonha e culpa, baixa auto estima, isolamento, raiva e ressentimento e dependência.
Isto significa que o amor levado a um extremo poderá conduzir ao sofrimento e desgoverno a que podemos designar de dependência emocional – “o amor é cego”. Por vezes, abusamos da palavra/conceito amor. A nossa cultura/sociedade reforça a crença disfuncional de que devemos procurar a felicidade “mágica” no amor-paixão. Somos constantemente bombardeados, através dos media, por promessas de uma relação apaixonada que nos trará satisfação e realização. Para onde quer que olhemos assistimos a telenovelas, programas de televisão, revistas, romances, anúncios que apelam às nossas emoções (à imaginação, ao sonho, á sedução e sensualidade) e às relações perfeitas e fáceis.
Quase que dependemos dos relacionamentos de “sucesso” para conseguimos um propósito e sentido na vida.
O amor apaixonado é aquilo que alguém sente geralmente por um parceiro/a impossível. De facto, é exactamente por ser impossível que existe tanta paixão. Para que exista a paixão, tem de se verificar uma luta continua, têm de existir obstáculos a ultrapassar e um desejo de obter mais do que é oferecido. Literalmente, paixão significa sofrimento, e frequentemente, quanto maior é o sofrimento maior é a paixão. A prioridade e a razão da felicidade gira em torno da conquista, da sedução, do romance, do flirt, do sexo. A intensidade emocional de um caso de amor apaixonado não é comparável ao conforto mais subtil, de uma relacionamento estável e empenhado. Assim se o parceiro/a, finalmente, recebesse por parte do alvo da sua paixão que tão ardentemente desejava, o sofrimento terminaria e a paixão em breve se esfumaria. Nessa altura, provavelmente iria deixar de gostar dessa pessoa, porque a magoa doce-amarga teria desaparecido.
A nossa tradição ocidental de amar e de ser amado é na minha perspectiva um conceito ultrapassado e disfuncional que promove a dependência emocional. Vivemos para a posse das coisas (materiais) e de poder sobre os outros.
5 de setembro de 2010
Cepticismo
Que razões têm os cépticos para duvidar?
A primeira diz respeito aos diferentes modos como os seres vivos consideram o prazer e a dor, o bem e o mal (...).
A segunda diz respeito ás formas da natureza humana e à diversidade de temperamentos. Um encontra o seu prazer na medicina, outro na agricultura, um terceiro na engenharia. O que aborrece uns serve aos outros. Assim é preciso duvidar.
A terceira espécie diz respeito à diferença de sensações. A maçã é verde para a vista, doce para o gosto, mas com um perfume muito vivo para o olfacto. A mesma coisa é vista de maneira diferente segundo o espelho q é olhada. Resulta daí que ela ñ tem mais uma forma do que outra.
A quarta espécie diz respeito à perpetua mudança das afecções, de que são exemplos: a saúde, a doença, a alegria, a tristeza, a juventude, a velhice, a coragem, o medo...As coisas parecem-nos, cm efeito, diferentes, consoante a disposição em que estamos no momento em que as percebemos.
A quinta respeita ás instituições, ás leis, tratados e dogmas... Porque o q parece justo para uns parece indecoroso para outros... Nem todos os povos crêem nos mesmos deuses. Uns acreditam na providência, outros não. Os egípcios embalsamavam os seus mortos, os romanos queimavam-nos e outros lançavam-nos ao rio. Assim, é preciso duvidar da verdade.
A primeira diz respeito aos diferentes modos como os seres vivos consideram o prazer e a dor, o bem e o mal (...).
A segunda diz respeito ás formas da natureza humana e à diversidade de temperamentos. Um encontra o seu prazer na medicina, outro na agricultura, um terceiro na engenharia. O que aborrece uns serve aos outros. Assim é preciso duvidar.
A terceira espécie diz respeito à diferença de sensações. A maçã é verde para a vista, doce para o gosto, mas com um perfume muito vivo para o olfacto. A mesma coisa é vista de maneira diferente segundo o espelho q é olhada. Resulta daí que ela ñ tem mais uma forma do que outra.
A quarta espécie diz respeito à perpetua mudança das afecções, de que são exemplos: a saúde, a doença, a alegria, a tristeza, a juventude, a velhice, a coragem, o medo...As coisas parecem-nos, cm efeito, diferentes, consoante a disposição em que estamos no momento em que as percebemos.
A quinta respeita ás instituições, ás leis, tratados e dogmas... Porque o q parece justo para uns parece indecoroso para outros... Nem todos os povos crêem nos mesmos deuses. Uns acreditam na providência, outros não. Os egípcios embalsamavam os seus mortos, os romanos queimavam-nos e outros lançavam-nos ao rio. Assim, é preciso duvidar da verdade.
1 de setembro de 2010
Desejo

Sexo é escolhaAmor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
Canção da Rita Lee
Reposta ao comentário:
Ahaha deixa lá que qdo entrei no meu blog tb tive essa sensação de wow!. =) No outro dia estava no café com uns amigos e ouvi esta música, fez-me tanto sentido a existência de uma "barreira" entre sexo e amor. Uma coisa ñ implica necessariamente a outra, era nisso que estava a pensar. É obvio que quem quebra essa "barreira" e combina as duas coisas, experimenta a melhor sensação que existe. Mas por vezes uma boa dose se adrenalina sem compromisso, sem regras, sem imposições, a sensação de que ñ é para sempre e por isso se deve aproveitar, libertando da vergonha, das restrições, acho que faz bem em pequenas e esporádicas doses.
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