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31 de outubro de 2010

Uma Grande Lição

- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. – Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
- Ah! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que significa "cativar"?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. – Significa criar laços.
- Criar laços?
- Isso mesmo - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou se não uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativares, passaremos a precisar um do outro. Passarás a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passarei a ser única no mundo...
- Começo a compreender - disse o principezinho.

Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me cativares, será como se o sol iluminasse a minha vida. Distinguirei, de todos os passos, um novo ruído de passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é triste. Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Por isso, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de amar o barulho do vento a roçar no trigo…
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e muitas coisas para conhecer...
- Só se conhecem as coisas que se cativam - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a vestir o meu coração...São precisos ritos.

"Principezinho" Antoine de Saint Exuperry

Obrigado por me Cativares! Acendeste a luz na minha escuridão =)

29 de setembro de 2010

Movimento Zeitgeist


Tive conhecimento do Movimento Zeitgeist, através do meu amigo Afonso.
Este tipo de movimento é interessante e parece ter objectivos bem defenidos, para além de terem uma boa organização e bons principios. Vou começar a dedicar-me mais a este género de coisas, que fazem-me sentido e ajudam a dar um novo rumo à sociedade. Agr só falta é arranjar tempo para informar-me convenientemente. =)

"O Movimento Zeitgeist não é um movimento político, nem tão-pouco reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Estas distinções são incoerentes e obsoletas, estando longe de serem factores positivos para o verdadeiro desenvolvimento e potencial humano. As suas bases assentam na divisão de poder e na estratificação, não na igualdade e união, que são os nossos objectivos. Se é importante perceber que tudo na vida é o resultado de um progresso natural, devemos também reconhecer que a espécie humana tem a habilidade de drasticamente reduzir ou paralisar este progresso, através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas, e consequentemente, desalinhadas da própria natureza. O mundo a que assistimos hoje, repleto de guerra, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, doenças epidémicas, abusos dos direitos humanos, desigualdade e crime é o resultado dessa mesma paralisia social.

O movimento prossegue a consciência, advogando desta maneira uma evolução fluida e progressiva, tanto a nível pessoal, como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana caminha naturalmente para a unificação, em razão de um comum entendimento empírico de como a natureza funciona e de como nós, humanos, fazemos parte integrante deste processo a que chamamos "vida". Se bem que este caminho existe, ele encontra-se infelizmente obstruído e ignorado pela maioria populacional humana, os quais continuam a perpetuar modos de conduta e associações antiquadas e degenerativas. É esta irrelevância intelectual que o Movimento Zeitgeist espera ultrapassar graças à educação e à acção social.

O objectivo é rever a sociedade de hoje de acordo com os conhecimentos actuais, não só fomentando a consciência quanto às possibilidades tecnológicas e sociais existentes, para as quais muitos foram condicionados a pensar serem "impossíveis" ou contra a "natureza humana", mas também providenciar um caminho para ultrapassar estes elementos perpetuados por um sistema de sociedade obsoleto."

19 de setembro de 2010

Juramento de Infidelidade

Juro ser infiel ao achar que as coisas acontecem sempre da mesma forma
Juro ser infiel à desculpa da falta de tempo
Juro ser infiel ao julgar antecipadamente de uma forma negativa
Juro ser infiel ao medo de arriscar
Juro ser infiel às discussões circulares
Juro ser infiel aos pormenores negativos
Juro ser infiel à impaciência
Juro ser infiel à tendência de evitar o confronto Juro ser infiel ao pensamento de que tudo me acontece
Juro ser infiel ao medo, à ansiedade e à tristeza
Juro ser infiel à insegurança e à falta de auto-estima
Juro ser infiel à solidão

15 de setembro de 2010

Momentos e não Materiais


“Oferece-me apenas uma belíssima taça de champanhe, no meu aniversário. Não quero possuir coisas, nem ser responsável por elas. Quero apenas que estejam lá quando forem realmente necessárias. E diga aos meus amigos que não quero presentes que durem mais do que uma garrafa de Taittinger ou que um ramo de rosas malvas.
Não quero coisas, quero MOMENTOS”
Audrey Hepburn

9 de setembro de 2010

Dependência emocional

“A dependência emocional é um tipo de patologia emocional e de relacionamentos, recentemente descrita por estudiosos do comportamento humano nos EUA. È uma experiência comportamental patológica alteradora o estado de humor.”

Todos nós, seres humanos, precisamos de criar e desenvolver vários tipos de elos/ligações com os outros. Precisamos de relações amorosas, criar vínculos, laços e de pertença. Contudo, surge um serio problema quando esses vínculos e laços se tornam padrões disfuncionais repetitivos de insatisfação, insegurança, infelicidade e rejeição, de vergonha e culpa, baixa auto estima, isolamento, raiva e ressentimento e dependência.
Isto significa que o amor levado a um extremo poderá conduzir ao sofrimento e desgoverno a que podemos designar de dependência emocional – “o amor é cego”. Por vezes, abusamos da palavra/conceito amor. A nossa cultura/sociedade reforça a crença disfuncional de que devemos procurar a felicidade “mágica” no amor-paixão. Somos constantemente bombardeados, através dos media, por promessas de uma relação apaixonada que nos trará satisfação e realização. Para onde quer que olhemos assistimos a telenovelas, programas de televisão, revistas, romances, anúncios que apelam às nossas emoções (à imaginação, ao sonho, á sedução e sensualidade) e às relações perfeitas e fáceis.
Quase que dependemos dos relacionamentos de “sucesso” para conseguimos um propósito e sentido na vida.

O amor apaixonado é aquilo que alguém sente geralmente por um parceiro/a impossível. De facto, é exactamente por ser impossível que existe tanta paixão. Para que exista a paixão, tem de se verificar uma luta continua, têm de existir obstáculos a ultrapassar e um desejo de obter mais do que é oferecido. Literalmente, paixão significa sofrimento, e frequentemente, quanto maior é o sofrimento maior é a paixão. A prioridade e a razão da felicidade gira em torno da conquista, da sedução, do romance, do flirt, do sexo. A intensidade emocional de um caso de amor apaixonado não é comparável ao conforto mais subtil, de uma relacionamento estável e empenhado. Assim se o parceiro/a, finalmente, recebesse por parte do alvo da sua paixão que tão ardentemente desejava, o sofrimento terminaria e a paixão em breve se esfumaria. Nessa altura, provavelmente iria deixar de gostar dessa pessoa, porque a magoa doce-amarga teria desaparecido.

A nossa tradição ocidental de amar e de ser amado é na minha perspectiva um conceito ultrapassado e disfuncional que promove a dependência emocional. Vivemos para a posse das coisas (materiais) e de poder sobre os outros.

1 de setembro de 2010

Desejo


Sexo é escolhaAmor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...

Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,

Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora

Amor vem de nós,
E demora
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...


Canção da Rita Lee

Reposta ao comentário:

Ahaha deixa lá que qdo entrei no meu blog tb tive essa sensação de wow!. =) No outro dia estava no café com uns amigos e ouvi esta música, fez-me tanto sentido a existência de uma "barreira" entre sexo e amor. Uma coisa ñ implica necessariamente a outra, era nisso que estava a pensar. É obvio que quem quebra essa "barreira" e combina as duas coisas, experimenta a melhor sensação que existe. Mas por vezes uma boa dose se adrenalina sem compromisso, sem regras, sem imposições, a sensação de que ñ é para sempre e por isso se deve aproveitar, libertando da vergonha, das restrições, acho que faz bem em pequenas e esporádicas doses.

18 de agosto de 2010

Um ponto de vista

Não sou perfeita... Ninguem é!
Não sou ciumenta... Apenas protejo aquilo que é meu!
Não sou graxista... dou carinho!
Não sou esquisita... Simplesmente há coisas que não gosto!
Não falo mal dos outros... Dou a minha opinião!
Não sou triste... Mas há momentos em que estou em baixo!
Não sou melhor que os outros... Há coisas que sei melhor!
Não ando na má vida... Gosto de me divertir!
Não vivo na ilusão... Sonho!
Não sou chata... Luto pelo que quero!
Não sou tímida... Não mostro tudo de uma vez!
Não tenho medo... Tenho cuidado com certas coisas!
Sei Quem Sou... Mas às vezes estou perdida!
Não sou fraca... Há coisas que me tocam!
Não sou a mais inteligente... Sou o suficiente para me safar!
Não sou tola... Faço-me!
Não sou pessimista... Vejo a vida como ela é!
Tenho Defeitos... Todos têm!
Faço Asneiras...Aprendo com elas!
... Sofro...Cresço!
... Erro...Mudo!